Nunca me esqueço de um dia, conversando com um leitor em que disse: Meu caro, o que precisamos, antes de qualquer coisa, é aprender a respirar. Ele riu muito dizendo que todos respiramos e que respirar, é um ato involuntário, todos sabemos fazer. Mas não é bem assim.
Nossa respiração é perturbada e totalmente alterada quando passamos por conflitos ou estamos sob stress, pois situações mais difíceis reduzem nossos movimentos e o resultado é a limitação da respiração. Quando estamos ansiosos ou com medo, por exemplo, nossa respiração torna-se curta, quase imperceptível.
Quando a respiração é superficial, ou seja, quando não conseguimos respirar profundamente, diminuímos as sensações do nosso corpo. Quando respiramos profundamente, nos enchemos de vida e consequentemente nos movemos com mais liberdade. Sob stress, controlamos a respiração.
Quando temos oxigênio suficiente no organismo, brilhamos junto com a vida; somos dinâmicos, vigorosos e animados. Uma pessoa que respira mal, não tem calor nem energia suficiente para enfrentar a vida; sente-se desanimada e desmotivada. Sob estresse, temos a tendência de reter nossa respiração. O medo, o susto, a raiva e o terror nos afetam profundamente.
A melhor maneira de iniciar qualquer prática de relaxamento ou meditação é a utilização de uma técnica de respiração eficiente.
Apesar de nossa respiração ser controlada pelo sistema nervoso autônomo, pelo sistema nervoso parassimpático, podemos torná-la consciente, pois podemos ter absoluto controle sobre ela. O corpo respira naturalmente e mantém suas funções vitais, no entanto, podemos interferir através de nossa consciência com o objetivo de melhorar essas funções. Devemos objetivar nossa vontade para alcançar uma meta estabelecida. Nosso corpo é plástico, moldável, desde o cérebro. Ultrapassar os próprios limites não é uma função somente do atleta, todos nós podemos fortalecer nossa vontade.
Nossa força vital possui duas polaridades: uma positiva e outra negativa. O equilíbrio dessas polaridades promove boa saúde e bem- estar. Quando há desequilíbrio, há uma ruptura na harmonia do corpo, uma queda de nossa frequência vibratória e nos tornamos vulneráveis a agentes patogênicos que vivem ao nosso redor. Em resumo, ficamos doentes.
Normalmente respiramos mal. A inalação é fraca, provocando a redução da quantidade de oxigênio e a exalação é igualmente deficiente, pois não conseguimos expulsar grande parte do gás carbônico produzido pelo nosso corpo. Esse gás não expelido se acumula na parte inferior dos pulmões. Além disso, como o ar é também carregado de essência cósmica chamada prana, a quantidade de ar que inalamos e expelimos tem influência direta em nosso corpo psíquico e emoções.





