Passamos um terço de nossas vidas dormindo. Cerca de 8 horas por noite que, numa expectativa de vida de 80 anos, correspondem a quase 27 anos dedicadas ao sono! Parece muito, não? E, afinal, por que o sono é tão importante?
O sono corresponde a um estado fisiológico cíclico que ocorre em muitos animais, inclusive em nós – seres humanos. Durante esse estágio, há redução das atividades corporais e também da consciência, promovendo relaxamento. Ele se divide em duas fases: sono REM e sono não-REM, e elas se diferenciam principalmente devido ao grau de atividade cerebral, que é menos intenso na fase não-REM, durante a qual ocorre um progressivo aprofundamento do sono.
É, todavia, ao atingir o sono REM que atingimos o maior estágio de relaxamento muscular, apesar da atividade cerebral mais intensa nesse período. Você provavelmente já ouviu falar que os sonhos acontecem durante o sono REM, mas sabia que é também nesse estágio que ocorre a fixação da memória e o descanso efetivo da nossa mente?
São muitos os hormônios cuja secreção é regulada de acordo com o sono. O GH, hormônio do crescimento, é um deles, e sua liberação ocorre em diversos picos durante a noite. Além disso, a leptina – hormônio relacionado à saciedade – e a prolactina, que regula a produção de leite nas mulheres, também têm sua produção influenciada pelo ciclo do sono. A recuperação dos tecidos e o ganho muscular também são afetados diretamente por esse ciclo; a insônia, por exemplo, dificulta a produção de proteínas pelos músculos, prejudicando o ganho de massa magra.
Geralmente, levamos cerca de 5-30 minutos para pegar no sono, e o tempo total dormindo varia com a idade, sendo maior nos bebês e crianças, e mais escasso nos idosos, uma vez que o processo natural do envelhecimento leva a alterações estruturais no processo de adormecimento. Existem muitas doenças e síndromes que afetam diretamente o sono, para avaliá-las, o melhor exame é a polissonografia: ela consiste na avaliação de diversos parâmetros, como presença de roncos, movimentação das pernas e intensidade das ondas cerebrais.
Para melhorar a qualidade do sono, algumas medidas simples podem ser implementadas:
- Evitar o uso de telas próximo à hora de dormir;
- Não consumir bebidas estimulantes, como café e chá preto, nas 6h que antecedem o sono;
- Evitar atividades físicas no período da noite;
- Ter horários bem estabelecidos para dormir e acordar;
- Evitar usar a cama para estudar ou trabalhar;
- Dormir preferencialmente de pijamas, e colocá-los próximo à hora de se deitar.
Se você enfrenta dificuldades para dormir bem, uma avaliação especializada pode fazer toda a diferença para melhorar suas noites e seus dias também.
Dra Paula Liziero (11) 933984849
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